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Terça-feira, Julho 25, 2006

Fim de férias

Voltei segunda-feira de férias. Micro-férias, na verdade, porque saí só 5 dias. Mas fomos para Áugas de Lindóia, ar-puro, céu azul, sem TV (a TV do nosso quarto do hotel estava quebrada, a gente acabou deixando por isso mesmo...)... Deu pra descansar horrores, andar a cavalo, tomar água pura no Balneário, essas coisas. Voltei disposta a mudar montes de coisas. A primeira da lista: voltar a atualizar o blog diariamente. Fazer outros, quem sabe... Trabalhar um pouco menos, pra curtir mais os filhotes... Arrumar mais as coisas, me organizar melhor... Escrever! Um projeto antigo, mas que uma hora sai: escrever um livro. Ou vários. Vamos ver quanto tempo tudo isso dura. Voltei super animada, mas o primeiro dia de trabalho quase me derrubou: computador "mexido", sem conexão com a internet por problemas na rede, sala suja e bagunçada... Ai, mundo, quero férias de novo!

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Terça-feira, Maio 16, 2006

Depois de um longo e tenebroso inverno... I'm back!!



Nesse final de semana eu e o meu trio aparecemos no jornal "O Estado de São Paulo"!! Fiquei super orgulhosa, eu tenho que confessar, ainda mais porque a jornalista "me achou" por causa desse blog! E eu fiquei na maior vergonha porque faz todo esse tempo que eu não atualizo o blog! Preciso me redimir, urgente! Na minha defesa, posso dizer que tenho trabalhado muito, meio que o dobro do que fazia no ano passado. Mas foi um pouco de preguiça, também, eu tenho que reconhecer... Então, a partir de agora, vou "moralizar" e atualizar diariamente de novo... Tenho tantas novidades!! No próximo post eu começo a contar. Esse foi só pra dizer que o blog ainda está vivo e que... I'M BACK!!

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Quarta-feira, Dezembro 07, 2005

Múltiplos

Nem tinha me dado conta há quanto tempo não escrevia aqui até entrar hoje... mais de mês!!Tenho corrido muito agora que aceitei aquele emprego (sim, é verdade, eu aceitei...). Mas não é desculpa, é um pouco de relaxo. Bem, mas hoje resolvi voltar, mas não só hoje, voltar a escrever mais regularmente.
Antes de mais nada: que vergonha... só hoje vi os comentários no post anterior!
Legal, eu citei aquele comentário da Tathy Viana, e ela curtiu. Obrigada pela sua atenção!!
Edson, eu também adoro a Cecília! Obrigada por comentar! Quem sabe agora que pretendo voltar a escrever aqui mais regularmente eu posto no próximo Sarau outra poesia legal dela...
E por falar em atenção: que lindo, entrei hoje no meu bloguinho e havia 9 online!! É bom escrever pra si mesmo, mas é melhor ainda se alguém mais lê o que a gente escreve.
Bom, meus filhotes acabaram o Infantil 3, o equivalente ao Pré, e teve formatura. Eu, a mãe babona total, me acabei de chorar, claro. Ah, e fui convidada pra fazer discurso, eu e o maridão. Eu escrevi, claro. O Giba pode ser um grande pensador, mas "escrevedor"... neca, a "escrevedora" da casa sempre fui eu (até quando era solteira, fazia rascunhos até pra cartão de natal dos meus pais). Como não estou em casa, não estou com o discurso aqui, mas depois ainda vou postar: é um bom resumo dos meus sentimentos sobre a coisa toda. Mas posso dizer que é o máximo: ver aqueles 3, que eram umas "pulgas" até ontem, acabarem a Educação Infantil, saberem ler... acho emocionante pra caramba!!

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Sexta-feira, Outubro 14, 2005

Sarau de Poesia II - O Retorno



Pra começo de conversa, hoje é sexta-feira, então é dia de poesia. Daquele que amo acima de qualquer outro poeta (sim, mais do que Cecília, mais do que meu xará Fernando Pessoa, do que o romântico Pablo Neruda... todos poetas que amo de paixão):

"De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço
Meu tempo é quando"

(Poética, Vinícius de Moraes)


Obs.: Nossa, só quando entrei foi que percebi que faz praticamente 1 mês que não escrevo nada aqui! Que horror! Tanta coisa pra contar...mas depois eu conto. Por isso parte do título é "O Retorno".

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Sexta-feira, Setembro 16, 2005

Sarau de Poesia

Adoro poesia. E, por acaso, xeretando no Blogs.com.br, fui conhecer os blogs do Top3, e acabei descobrindo essa idéia, que curti imediatamente. Uma coisa inventada pelo Mosaico de Sentir: toda sexta-feira, quem gosta de poesia participa publicando uma poesia no seu blog e deixando um recadinho nos comentários do "Mosaico", onde serão listados todos que contribuirem.
Então, aí vai a minha, uma das minhas favoritas de todos os tempos:

Motivo

(Cecília Meireles)

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Nâo sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
mais nada.

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Livros de Mulherzinha

Eu odeio esse nome, essa tradução para o português da expressão "Chiklit". Mulherzinha, pra mim, sempre foi um termo pejorativo, do tipo "aquela mulherzinha infame". E acho que esse gênero de literatura, voltado para a realidade feminina atual, fica parecendo literatura de segunda classe quando é chamado de "livros de mulherzinha", ou "literatura de mulherzinha". Um horror, em resumo. Uma tradução melhorzinha poderia ser "livros de garotas" (chik = garotas, e não mulherzinhas...)
Mas o fato é que esse nome parece ter pego, então me sinto meio obrigada a usá-lo.
Já li, e tenho lido regularmente, muitos livros dessa categoria. Alguns, mesmo curtindo, reconheço que são fracos, diversão meio descartável. Outros, no entanto, são realmente muito bons, daqueles que a gente gostaria de ter escrito.
Não sei como, acabou caindo na minha mão uma crítica interessante sobre o gênero, que vou reproduzir aqui (um pedaço):

"Eu estava lendo o livro Quando em Roma de Gemma Townley e me chamou a atenção uma coisa: por que nesses livros de mulherzinha, as mulheres são sempre péssimas profissionais?
Nesse caso, a personagem trabalha numa editora de livros de auditoria, não entende nada de nada, vive só lendo e-mails particulares, se atrasa na entrega de trabalhos, copia o traabalho dos outros e ainda faz tudo errado.

Em Bridget Jones, a mesma coisa: na editora ela era uma porta. Como jornalista, patética. E não fazia nada para melhorar, para parar de ser vista como uma idiota.

A Becky Bloom se saiu um pouco melhor. Como jornalista econômica ela copiava do releases, não entendia nada do que estava fazendo. Depois passou a aconselhar as pessoas sobre o seu dinheiro... uma completa fraude. Só se deu bem quando passou a ser consultora de compras.

No O Segredo de Emma Corrigan, o mesmo padrão se repete: a personagem, como assistente de marketing, só faz besteira. Mas como ela namora o chefe, quem se importa?

E o mais estranho é que em todos os casos, elas desvendam algum problema seja no trabalho delas ou dos namorados e salvam o dia! E desvendam só usando a intuição, nunca a inteligência... sempre tem outro personagem que com a ajuda delas, resolve as situações...

É no mínimo esquisita a mensagem que isso passa... no fundo essas personagens não querem ser produtivas, independentes... querem é arranjar um marido. No fundo, o trabalho é alguma coisa que elas fazem (mal e porcamente) até encontrarem seu príncipe. No fundo, essas mulheres não tem uma inteligêcia racional, são incapazes de pensar e entender coisas nem tão complexas assim, só utilizam a sensibilidade e a intuição. No fundo a emoção (o fato de estar a fim de algum cara) faz com que elas fiquem tão cegas que não consigam pensar em nada, nem em suas vidas, nem em suas carreiras, nem em sua satissfação pessoal.

Eu não acho que isso retrate a realidade.

Eu tenho vários livros desses, vivo emprestando para minhas amigas... são divertidos. Mas qualquer produto cultural retrata uma tendência da sociedade, retrata uma visão de mundo. Se vc quiser ficar só na diversão, ótimo. Mas se quiser ir um pouco mais fundo, pode encontrar algo para pensar... A maneira como as mulheres são retratadas nesses e outros livros dá até assunto para uma tese de mestrado..."
fonte:..::Faxina Mental::.. por Thaty Viana (arquivos 01.06.2005)
Eu já tinha pensado nisso quando li os primeiros livros do gênero. Concordo que, se ficar nessa fórmula, corre-se o risco de virar mais um estereótipo da mulher "moderna": a garota desmiolada, que trabalha fora, mas na verdade é uma perdida incompetente que tem uns lances de sorte baseados na emoção e na intuição, conhece um bom partid, a versão moderna do "príncipe encantado" que se apaixona por ela nem sei como nem porque, e vive feliz para sempre. Estilo Cinderela reciclado. Não dá pra deixar de notar.
Só que a minha conclusão acabou sendo um pouco diferente. Acho que vivemos em um mundo que cobra da mulher que ela seja magra, elegante, linda, perfeita, inteligente, forte, trabalhadora competente, sexy, confiante...etc, etc... O modelo de perfeição é a top model, ou a jovem profissional de sucesso. Tá. E as milhares de mulheres que não são assim, com quem irão se identificar? Aquelas que trabalham, sim, mas não são nenhum sucesso retumbante, nem estão muito seguras de sua carreira? Ou as gordinhas? As inseguras? Aquelas que leem horóscopo de manhã, começam dieta toda segunda feira, curtem uma fofoca sobre gente famosa, é louca por compras... ou seja, a mulher comum!! É isso que o gênero tenta retratar: a mulher comum, seja ela a solteira insegura no amor e na profissão, ou bem-sucedida profissionalmente com suas inseguranças bem escondidas e dificuldades amorosas... a compradora compulsiva... a jovem mãe, abandonada... mulheres que sofrem baques, dão a volta por cima, muitas vezes de maneira bem pouco ortodoxa.
Posso citar vários exemplos desse mesmo gênero que apresentam a personagem principal (ou uma delas) com vida profissional bem sucedida: Sushi, Não Sei Como Ela Consegue, A Imaginação Hiperativa de Olivia Joules, Sex in the City ...
Sabe qual é a grande sacada do gênero, que o diferencia de outros livros ao gosto feminino, de autoras como Nora Roberts, Barbara Delinsky? É exatamente retratar a mulher comum, com suas dificuldades e deficiências, todas aquelas características, muitas vezes hilárias, que muitas de nós também tem e acabam se reconhecendo ali... Nada da mulher maravilhosa, de beleza estonteante, temperamento forte e que vai lutar, feito heroína, contra as adversidades, enquanto conhece seu príncipe encantado ... (nada contra isso também, veja bem: adoro romance água-com-açúcar desse estilão. Mas é bem pouco realista, né?)
Mas a tal chiklit atual tenta rir da realidade, escapar desse estereótipo de perfeição que escraviza a mulherada de hoje, e, assim, permitir que nós, mulheres normais e comuns, possamos nos identificar com as personagens dos livros. E aí, tem de tudo: a desmiolada que só enrola no emprego, a mulher abandonada assim que dá a luz na maternidade (Melancia), a dependente química (Férias), a profissional ultra-competente que passou boa parte da vida construindo um novo eu pra escapar da vida proletária da família (Sushi, Olivia Joules), a escritora de sucesso que se esconde atrás de pseudônimo porque tem vergonha do que escreveu (Marsha Mellow e eu)...
Bem, como eu tinha falado no post anterior, peguei ontem pra reler o livro "Não Sei Como Ela Consegue". Esse livro é muuuuuito bom. Eu me identifiquei tanto com ele na primeira vez que li, que me fez até mal. Deu um baixo-astral desgraçado!Em determinadas partes, chorei pra valer, doeu o coração . A autora conseguiu expressar algumas coisas do dia-a-dia da mulher que leva uma vida ao estilo da minha, a "mãe na faixa dos 35 que trabalha fora e tenta equilibrar vida profissional-afetiva-maternidade" de uma maneira espetacular. É um daqueles livros que eu queria ter escrito... É claro que tenho que reconhecer que a minha situação, a situação das mulheres de classe média das grandes cidades no Brasil, tem algumas vantagens sobre a das inglesas : temos a possibilidade de contratar empregadas domésticas mais facilmente, por salários mais acessíveis. Temos, na maioria, um "exército" que nos dá retaguarda. Mas acho que eu também, pelo fato de ser profissional liberal, tenho as minhas vantagens. Enfrento menos machismo, menos cobrança externa... quando eu fazia meu mestrado, logo depois de ter tido os meninos, passei várias vezes por situações bem semelhantes ao retartado no livro. Os chefes, os superiores, e muitos dos colegas, esperam que sua vida se resuma ao trabalho, que toda a sua dedicação de corpo-e -alma seja pra lá. ninguém leva em conta que você tem vida pessoal, filhos, marido, casa, família... a ordem é NÃO ter vida pessoal, ou disfarçar bem se a tem. Bem, de fato, tirando uma diferença ou outra, está tudo lá: as inseguranças pessoais, ao lado da nossa segurança na própria competência no trabalho, a culpa eterna quando qualquer coisa dá errado, todas as questões que envolvem o cuidado com os filhos no dia-a-dia da mulher que trabalha (babá, escola, doença, etc...etc...). É pra ler e reler de tempos em tempos. Só que deixa um baixo-astral residual feroz. Então hoje mesmo vou começar alguma coisa mais light. Livro de Mulherzinha, claro...

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Quinta-feira, Setembro 15, 2005

Múltipla Escolha

Ontem recebi uma oferta de emprego. Meio pro irrecusável. Eu dei uma aula na Faculdade do ABC há algumas semanas, a convite do Giba (o maridão). Parece que o pessoal gostou bastante, e acabaram sugerindo meu nome pra montar o ambulatório de Obesidade do Hospital de lá. Talvez não só o Ambulatório, mas coordenar o serviço Obesidade/Diabetes deles. Trocando em miúdos, tudo o que eu sempre quis: a chance de voltar à vida acadêmica num novo espaço, fazer o doutorado, fazer trabalhos científicos, ter material pra levar pra Congresso... Sensacional, né? Ainda mais um convite assim, sem eu ter procurado, sem ter pedido, nem ido atrás...
Pois é. Só que isso me deixou angustiada, ao invés de felicíssima, como seria de se esperar. Não me entendam mal. Não é que não gostei. Adorei a idéia, tem tudo a ver com o que sempre quis. Sem contar que posso ir pra Santo André junto com o Giba, o que é bem legal. E o reconhecimento vir por conta de uma aula bem dada, isso é o máximo.
Onde está o problema? A questão é que, bem ou mal, minha vidinha atual parece tão boa... Trabalho pouco mais de 20 horas por semana, faço tudo a pé, tenho 3 tardes livres pra curtir os meninos, e ainda faço uma manhã por semana de trabalho voluntário. Se eu não fosse tão preguiçosa, daria pra fazer ginástica todo dia. Eu já me imaginava, nessa altura do campeonato, estudando pra prova junto com os meninos no ano que vem, acompanhando a lição de casa... todas as coisas de participação da mãe na vida escolar, sem exaustão.Tranqüila e satisfeita, a vida que eu quis e escolhi levar, né?
Pois é. Mas existe um outro "eu" que sonha com o reconhecimento profissional maior, que fica com peso na consciência de trabalhar pouco, de não concluir o doutorado, de não seguir, como todos os amigos que a gente tem do tempo da faculdade (todos não, exagero...mas uns 90%) ligada à universidade. E esse "eu", que era o único antes de eu ter filhos, fica sempre sonhando com alguma coisa do tipo desse emprego novo.
Antes dos meninos, eu costumava trabalhar de segunda a sábado,umas 12 a 14 horas por dia. Equilibrava emprego pra ganhar dinheiro, consultório e HC. Várias horas de "trabalho escravo" no Hospital pra manter a tal carreira acadêmica, quer dizer, fazer o meu mestrado, na época, participar de trabalhos científicos, circular no meio dos "criadores de opinião" da minha área.Eu conheço bem essa vida, afinal ela era a minha vida até uns 7 anos atrás. Sei do lado bom e do ruim. É tão reconfortante responder, quando alguém pergunta sobre sua vida profissional, que você trabalha no consultório E dá aulas na faculdade, ou E faz parte de um ambulatório de pesquisa, ou E faz pós-graduação na USP...qualquer uma dessas opções. Não precisar enfrentar aquele silêncio constrangedor depois que você responde que está trabalhando SÓ no consultório. Só que EU ADORO CONSULTÓRIO!! Mas também curto usar a minha inteligência pra mais coisa, do tipo bolar protocolos clínicos, orientar alunos, discutir casos, ler trabalhos científicos, mandar nos residentes, etc...
Parece uma prova teste de múltipla escolha.
Quanto maiseu penso e analiso a respeito, mais eu tenho certeza de que, apesar da minha angústia, da qual eu tenho a consciência total, eu vou com certeza aceitar o emprego, e minha auto-imagem vai mudar, mais uma vez. Vou trabalhar mais 20 horas, vou ganhar um pouco mais (espero...) e vou ter menos tempo pra relaxar, meditar, fuçar na internet, escrever, curtir os filhos, acompanhar lição de casa...Eu nunca seria capaz de rejeitar uma oferta dessas, caindo no meu colo feito um presente do Além. Ia parecer ingratidão com o Universo. É a tal história da oportunidade batendo na porta, se deixar passar sabe-se lá se aparece outra.
E vai ser legal, no fim das contas. Afinal, vou fazer o que gosto. Uma coisa, pelo menos, eu tenho de bom: eu AMO a minha profissão.
Mas, nesse exato momento, eu posso admitir, tenho medo. Medo de fazer a escolha errada, medo do que vou perder, medo de me arrepender. Medo de, qualquer que seja a escolha que eu faça, ser invadida pela culpa por não ter escolhido a outra alternativa. Afinal, eu também amo minha vida atual.
Esse é, talvez, um dos dilemas da mulher moderna. A questão não é simplesmente "trabalhar fora ou não". É "dedicar-se ao máximo ao sucesso na carreira ou deixar a coisa em banho-maria, num meio-termo confortável".
A resposta certa pra esse teste, eu sinceramente não tenho. Por coincidência, comecei a reler um livro que tem tudo a ver com esses assuntos: "Não sei como ela consegue" de Allison Pearson. É ótimo, sensacional! Quando acabar eu falo mais sobre ele.

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Quarta-feira, Setembro 14, 2005

Alguém tem que salvar o universo, não é?

Mais uma daquelas inutilidades que eu gosto:
"Que personagem do universo Sci-Fi/Fantasia você é?"
Meu resultado:
Princess Leia

A strong-willed herald of causes against injustice, you passionately strive to right the wrongs around you.

Somebody has to save our skins!

Which Fantasy/SciFi Character Are You?


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Terça-feira, Julho 25, 2006

Fim de férias

Voltei segunda-feira de férias. Micro-férias, na verdade, porque saí só 5 dias. Mas fomos para Áugas de Lindóia, ar-puro, céu azul, sem TV (a TV do nosso quarto do hotel estava quebrada, a gente acabou deixando por isso mesmo...)... Deu pra descansar horrores, andar a cavalo, tomar água pura no Balneário, essas coisas. Voltei disposta a mudar montes de coisas. A primeira da lista: voltar a atualizar o blog diariamente. Fazer outros, quem sabe... Trabalhar um pouco menos, pra curtir mais os filhotes... Arrumar mais as coisas, me organizar melhor... Escrever! Um projeto antigo, mas que uma hora sai: escrever um livro. Ou vários. Vamos ver quanto tempo tudo isso dura. Voltei super animada, mas o primeiro dia de trabalho quase me derrubou: computador "mexido", sem conexão com a internet por problemas na rede, sala suja e bagunçada... Ai, mundo, quero férias de novo!

Terça-feira, Maio 16, 2006

Depois de um longo e tenebroso inverno... I'm back!!



Nesse final de semana eu e o meu trio aparecemos no jornal "O Estado de São Paulo"!! Fiquei super orgulhosa, eu tenho que confessar, ainda mais porque a jornalista "me achou" por causa desse blog! E eu fiquei na maior vergonha porque faz todo esse tempo que eu não atualizo o blog! Preciso me redimir, urgente! Na minha defesa, posso dizer que tenho trabalhado muito, meio que o dobro do que fazia no ano passado. Mas foi um pouco de preguiça, também, eu tenho que reconhecer... Então, a partir de agora, vou "moralizar" e atualizar diariamente de novo... Tenho tantas novidades!! No próximo post eu começo a contar. Esse foi só pra dizer que o blog ainda está vivo e que... I'M BACK!!

Quarta-feira, Dezembro 07, 2005

Múltiplos

Nem tinha me dado conta há quanto tempo não escrevia aqui até entrar hoje... mais de mês!!Tenho corrido muito agora que aceitei aquele emprego (sim, é verdade, eu aceitei...). Mas não é desculpa, é um pouco de relaxo. Bem, mas hoje resolvi voltar, mas não só hoje, voltar a escrever mais regularmente.
Antes de mais nada: que vergonha... só hoje vi os comentários no post anterior!
Legal, eu citei aquele comentário da Tathy Viana, e ela curtiu. Obrigada pela sua atenção!!
Edson, eu também adoro a Cecília! Obrigada por comentar! Quem sabe agora que pretendo voltar a escrever aqui mais regularmente eu posto no próximo Sarau outra poesia legal dela...
E por falar em atenção: que lindo, entrei hoje no meu bloguinho e havia 9 online!! É bom escrever pra si mesmo, mas é melhor ainda se alguém mais lê o que a gente escreve.
Bom, meus filhotes acabaram o Infantil 3, o equivalente ao Pré, e teve formatura. Eu, a mãe babona total, me acabei de chorar, claro. Ah, e fui convidada pra fazer discurso, eu e o maridão. Eu escrevi, claro. O Giba pode ser um grande pensador, mas "escrevedor"... neca, a "escrevedora" da casa sempre fui eu (até quando era solteira, fazia rascunhos até pra cartão de natal dos meus pais). Como não estou em casa, não estou com o discurso aqui, mas depois ainda vou postar: é um bom resumo dos meus sentimentos sobre a coisa toda. Mas posso dizer que é o máximo: ver aqueles 3, que eram umas "pulgas" até ontem, acabarem a Educação Infantil, saberem ler... acho emocionante pra caramba!!

Sexta-feira, Outubro 14, 2005

Sarau de Poesia II - O Retorno



Pra começo de conversa, hoje é sexta-feira, então é dia de poesia. Daquele que amo acima de qualquer outro poeta (sim, mais do que Cecília, mais do que meu xará Fernando Pessoa, do que o romântico Pablo Neruda... todos poetas que amo de paixão):

"De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço
Meu tempo é quando"

(Poética, Vinícius de Moraes)


Obs.: Nossa, só quando entrei foi que percebi que faz praticamente 1 mês que não escrevo nada aqui! Que horror! Tanta coisa pra contar...mas depois eu conto. Por isso parte do título é "O Retorno".

Sexta-feira, Setembro 16, 2005

Sarau de Poesia

Adoro poesia. E, por acaso, xeretando no Blogs.com.br, fui conhecer os blogs do Top3, e acabei descobrindo essa idéia, que curti imediatamente. Uma coisa inventada pelo Mosaico de Sentir: toda sexta-feira, quem gosta de poesia participa publicando uma poesia no seu blog e deixando um recadinho nos comentários do "Mosaico", onde serão listados todos que contribuirem.
Então, aí vai a minha, uma das minhas favoritas de todos os tempos:

Motivo

(Cecília Meireles)

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Nâo sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
mais nada.

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Livros de Mulherzinha

Eu odeio esse nome, essa tradução para o português da expressão "Chiklit". Mulherzinha, pra mim, sempre foi um termo pejorativo, do tipo "aquela mulherzinha infame". E acho que esse gênero de literatura, voltado para a realidade feminina atual, fica parecendo literatura de segunda classe quando é chamado de "livros de mulherzinha", ou "literatura de mulherzinha". Um horror, em resumo. Uma tradução melhorzinha poderia ser "livros de garotas" (chik = garotas, e não mulherzinhas...)
Mas o fato é que esse nome parece ter pego, então me sinto meio obrigada a usá-lo.
Já li, e tenho lido regularmente, muitos livros dessa categoria. Alguns, mesmo curtindo, reconheço que são fracos, diversão meio descartável. Outros, no entanto, são realmente muito bons, daqueles que a gente gostaria de ter escrito.
Não sei como, acabou caindo na minha mão uma crítica interessante sobre o gênero, que vou reproduzir aqui (um pedaço):

"Eu estava lendo o livro Quando em Roma de Gemma Townley e me chamou a atenção uma coisa: por que nesses livros de mulherzinha, as mulheres são sempre péssimas profissionais?
Nesse caso, a personagem trabalha numa editora de livros de auditoria, não entende nada de nada, vive só lendo e-mails particulares, se atrasa na entrega de trabalhos, copia o traabalho dos outros e ainda faz tudo errado.

Em Bridget Jones, a mesma coisa: na editora ela era uma porta. Como jornalista, patética. E não fazia nada para melhorar, para parar de ser vista como uma idiota.

A Becky Bloom se saiu um pouco melhor. Como jornalista econômica ela copiava do releases, não entendia nada do que estava fazendo. Depois passou a aconselhar as pessoas sobre o seu dinheiro... uma completa fraude. Só se deu bem quando passou a ser consultora de compras.

No O Segredo de Emma Corrigan, o mesmo padrão se repete: a personagem, como assistente de marketing, só faz besteira. Mas como ela namora o chefe, quem se importa?

E o mais estranho é que em todos os casos, elas desvendam algum problema seja no trabalho delas ou dos namorados e salvam o dia! E desvendam só usando a intuição, nunca a inteligência... sempre tem outro personagem que com a ajuda delas, resolve as situações...

É no mínimo esquisita a mensagem que isso passa... no fundo essas personagens não querem ser produtivas, independentes... querem é arranjar um marido. No fundo, o trabalho é alguma coisa que elas fazem (mal e porcamente) até encontrarem seu príncipe. No fundo, essas mulheres não tem uma inteligêcia racional, são incapazes de pensar e entender coisas nem tão complexas assim, só utilizam a sensibilidade e a intuição. No fundo a emoção (o fato de estar a fim de algum cara) faz com que elas fiquem tão cegas que não consigam pensar em nada, nem em suas vidas, nem em suas carreiras, nem em sua satissfação pessoal.

Eu não acho que isso retrate a realidade.

Eu tenho vários livros desses, vivo emprestando para minhas amigas... são divertidos. Mas qualquer produto cultural retrata uma tendência da sociedade, retrata uma visão de mundo. Se vc quiser ficar só na diversão, ótimo. Mas se quiser ir um pouco mais fundo, pode encontrar algo para pensar... A maneira como as mulheres são retratadas nesses e outros livros dá até assunto para uma tese de mestrado..."
fonte:..::Faxina Mental::.. por Thaty Viana (arquivos 01.06.2005)
Eu já tinha pensado nisso quando li os primeiros livros do gênero. Concordo que, se ficar nessa fórmula, corre-se o risco de virar mais um estereótipo da mulher "moderna": a garota desmiolada, que trabalha fora, mas na verdade é uma perdida incompetente que tem uns lances de sorte baseados na emoção e na intuição, conhece um bom partid, a versão moderna do "príncipe encantado" que se apaixona por ela nem sei como nem porque, e vive feliz para sempre. Estilo Cinderela reciclado. Não dá pra deixar de notar.
Só que a minha conclusão acabou sendo um pouco diferente. Acho que vivemos em um mundo que cobra da mulher que ela seja magra, elegante, linda, perfeita, inteligente, forte, trabalhadora competente, sexy, confiante...etc, etc... O modelo de perfeição é a top model, ou a jovem profissional de sucesso. Tá. E as milhares de mulheres que não são assim, com quem irão se identificar? Aquelas que trabalham, sim, mas não são nenhum sucesso retumbante, nem estão muito seguras de sua carreira? Ou as gordinhas? As inseguras? Aquelas que leem horóscopo de manhã, começam dieta toda segunda feira, curtem uma fofoca sobre gente famosa, é louca por compras... ou seja, a mulher comum!! É isso que o gênero tenta retratar: a mulher comum, seja ela a solteira insegura no amor e na profissão, ou bem-sucedida profissionalmente com suas inseguranças bem escondidas e dificuldades amorosas... a compradora compulsiva... a jovem mãe, abandonada... mulheres que sofrem baques, dão a volta por cima, muitas vezes de maneira bem pouco ortodoxa.
Posso citar vários exemplos desse mesmo gênero que apresentam a personagem principal (ou uma delas) com vida profissional bem sucedida: Sushi, Não Sei Como Ela Consegue, A Imaginação Hiperativa de Olivia Joules, Sex in the City ...
Sabe qual é a grande sacada do gênero, que o diferencia de outros livros ao gosto feminino, de autoras como Nora Roberts, Barbara Delinsky? É exatamente retratar a mulher comum, com suas dificuldades e deficiências, todas aquelas características, muitas vezes hilárias, que muitas de nós também tem e acabam se reconhecendo ali... Nada da mulher maravilhosa, de beleza estonteante, temperamento forte e que vai lutar, feito heroína, contra as adversidades, enquanto conhece seu príncipe encantado ... (nada contra isso também, veja bem: adoro romance água-com-açúcar desse estilão. Mas é bem pouco realista, né?)
Mas a tal chiklit atual tenta rir da realidade, escapar desse estereótipo de perfeição que escraviza a mulherada de hoje, e, assim, permitir que nós, mulheres normais e comuns, possamos nos identificar com as personagens dos livros. E aí, tem de tudo: a desmiolada que só enrola no emprego, a mulher abandonada assim que dá a luz na maternidade (Melancia), a dependente química (Férias), a profissional ultra-competente que passou boa parte da vida construindo um novo eu pra escapar da vida proletária da família (Sushi, Olivia Joules), a escritora de sucesso que se esconde atrás de pseudônimo porque tem vergonha do que escreveu (Marsha Mellow e eu)...
Bem, como eu tinha falado no post anterior, peguei ontem pra reler o livro "Não Sei Como Ela Consegue". Esse livro é muuuuuito bom. Eu me identifiquei tanto com ele na primeira vez que li, que me fez até mal. Deu um baixo-astral desgraçado!Em determinadas partes, chorei pra valer, doeu o coração . A autora conseguiu expressar algumas coisas do dia-a-dia da mulher que leva uma vida ao estilo da minha, a "mãe na faixa dos 35 que trabalha fora e tenta equilibrar vida profissional-afetiva-maternidade" de uma maneira espetacular. É um daqueles livros que eu queria ter escrito... É claro que tenho que reconhecer que a minha situação, a situação das mulheres de classe média das grandes cidades no Brasil, tem algumas vantagens sobre a das inglesas : temos a possibilidade de contratar empregadas domésticas mais facilmente, por salários mais acessíveis. Temos, na maioria, um "exército" que nos dá retaguarda. Mas acho que eu também, pelo fato de ser profissional liberal, tenho as minhas vantagens. Enfrento menos machismo, menos cobrança externa... quando eu fazia meu mestrado, logo depois de ter tido os meninos, passei várias vezes por situações bem semelhantes ao retartado no livro. Os chefes, os superiores, e muitos dos colegas, esperam que sua vida se resuma ao trabalho, que toda a sua dedicação de corpo-e -alma seja pra lá. ninguém leva em conta que você tem vida pessoal, filhos, marido, casa, família... a ordem é NÃO ter vida pessoal, ou disfarçar bem se a tem. Bem, de fato, tirando uma diferença ou outra, está tudo lá: as inseguranças pessoais, ao lado da nossa segurança na própria competência no trabalho, a culpa eterna quando qualquer coisa dá errado, todas as questões que envolvem o cuidado com os filhos no dia-a-dia da mulher que trabalha (babá, escola, doença, etc...etc...). É pra ler e reler de tempos em tempos. Só que deixa um baixo-astral residual feroz. Então hoje mesmo vou começar alguma coisa mais light. Livro de Mulherzinha, claro...

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Quinta-feira, Setembro 15, 2005

Múltipla Escolha

Ontem recebi uma oferta de emprego. Meio pro irrecusável. Eu dei uma aula na Faculdade do ABC há algumas semanas, a convite do Giba (o maridão). Parece que o pessoal gostou bastante, e acabaram sugerindo meu nome pra montar o ambulatório de Obesidade do Hospital de lá. Talvez não só o Ambulatório, mas coordenar o serviço Obesidade/Diabetes deles. Trocando em miúdos, tudo o que eu sempre quis: a chance de voltar à vida acadêmica num novo espaço, fazer o doutorado, fazer trabalhos científicos, ter material pra levar pra Congresso... Sensacional, né? Ainda mais um convite assim, sem eu ter procurado, sem ter pedido, nem ido atrás...
Pois é. Só que isso me deixou angustiada, ao invés de felicíssima, como seria de se esperar. Não me entendam mal. Não é que não gostei. Adorei a idéia, tem tudo a ver com o que sempre quis. Sem contar que posso ir pra Santo André junto com o Giba, o que é bem legal. E o reconhecimento vir por conta de uma aula bem dada, isso é o máximo.
Onde está o problema? A questão é que, bem ou mal, minha vidinha atual parece tão boa... Trabalho pouco mais de 20 horas por semana, faço tudo a pé, tenho 3 tardes livres pra curtir os meninos, e ainda faço uma manhã por semana de trabalho voluntário. Se eu não fosse tão preguiçosa, daria pra fazer ginástica todo dia. Eu já me imaginava, nessa altura do campeonato, estudando pra prova junto com os meninos no ano que vem, acompanhando a lição de casa... todas as coisas de participação da mãe na vida escolar, sem exaustão.Tranqüila e satisfeita, a vida que eu quis e escolhi levar, né?
Pois é. Mas existe um outro "eu" que sonha com o reconhecimento profissional maior, que fica com peso na consciência de trabalhar pouco, de não concluir o doutorado, de não seguir, como todos os amigos que a gente tem do tempo da faculdade (todos não, exagero...mas uns 90%) ligada à universidade. E esse "eu", que era o único antes de eu ter filhos, fica sempre sonhando com alguma coisa do tipo desse emprego novo.
Antes dos meninos, eu costumava trabalhar de segunda a sábado,umas 12 a 14 horas por dia. Equilibrava emprego pra ganhar dinheiro, consultório e HC. Várias horas de "trabalho escravo" no Hospital pra manter a tal carreira acadêmica, quer dizer, fazer o meu mestrado, na época, participar de trabalhos científicos, circular no meio dos "criadores de opinião" da minha área.Eu conheço bem essa vida, afinal ela era a minha vida até uns 7 anos atrás. Sei do lado bom e do ruim. É tão reconfortante responder, quando alguém pergunta sobre sua vida profissional, que você trabalha no consultório E dá aulas na faculdade, ou E faz parte de um ambulatório de pesquisa, ou E faz pós-graduação na USP...qualquer uma dessas opções. Não precisar enfrentar aquele silêncio constrangedor depois que você responde que está trabalhando SÓ no consultório. Só que EU ADORO CONSULTÓRIO!! Mas também curto usar a minha inteligência pra mais coisa, do tipo bolar protocolos clínicos, orientar alunos, discutir casos, ler trabalhos científicos, mandar nos residentes, etc...
Parece uma prova teste de múltipla escolha.
Quanto maiseu penso e analiso a respeito, mais eu tenho certeza de que, apesar da minha angústia, da qual eu tenho a consciência total, eu vou com certeza aceitar o emprego, e minha auto-imagem vai mudar, mais uma vez. Vou trabalhar mais 20 horas, vou ganhar um pouco mais (espero...) e vou ter menos tempo pra relaxar, meditar, fuçar na internet, escrever, curtir os filhos, acompanhar lição de casa...Eu nunca seria capaz de rejeitar uma oferta dessas, caindo no meu colo feito um presente do Além. Ia parecer ingratidão com o Universo. É a tal história da oportunidade batendo na porta, se deixar passar sabe-se lá se aparece outra.
E vai ser legal, no fim das contas. Afinal, vou fazer o que gosto. Uma coisa, pelo menos, eu tenho de bom: eu AMO a minha profissão.
Mas, nesse exato momento, eu posso admitir, tenho medo. Medo de fazer a escolha errada, medo do que vou perder, medo de me arrepender. Medo de, qualquer que seja a escolha que eu faça, ser invadida pela culpa por não ter escolhido a outra alternativa. Afinal, eu também amo minha vida atual.
Esse é, talvez, um dos dilemas da mulher moderna. A questão não é simplesmente "trabalhar fora ou não". É "dedicar-se ao máximo ao sucesso na carreira ou deixar a coisa em banho-maria, num meio-termo confortável".
A resposta certa pra esse teste, eu sinceramente não tenho. Por coincidência, comecei a reler um livro que tem tudo a ver com esses assuntos: "Não sei como ela consegue" de Allison Pearson. É ótimo, sensacional! Quando acabar eu falo mais sobre ele.

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Quarta-feira, Setembro 14, 2005

Alguém tem que salvar o universo, não é?

Mais uma daquelas inutilidades que eu gosto:
"Que personagem do universo Sci-Fi/Fantasia você é?"
Meu resultado:
Princess Leia

A strong-willed herald of causes against injustice, you passionately strive to right the wrongs around you.

Somebody has to save our skins!

Which Fantasy/SciFi Character Are You?